segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hummm delícia!


A primeira vez que fomos às compras em Dublin ficamos impressionados com os preços, (quase tudo) muito barato. Parecíamos um bando de desesperados e mortos de fome, passávamos nas prateleiras e jogávamos quase tudo dentro do carrinho, se algo estivesse com uma ‘cara’ boa decidíamos comprar. Mas foi nesse desespero que cometemos o primeiro erro, o qual tivemos que conviver por quase um mês.

Gostosinho
Não me esqueço da cara da Suene, toda feliz no corredor do Tesco, com duas garrafas enormes de suco de laranja entre seus braços, dizendo: “Olha amigo, está super barato!”. Sempre batizamos cada uma dessas nossas escolhas frustradas, os nomes têm que combinar com as coisas, é quase que automático. Pois bem, aquele suco ficou conhecido como o Gostosinho. Ele era horrível, ácido e doce, colocávamos água para disfarçar aquele sabor, mas de nada adiantava. Tudo o que é bom dura pouco, mas o que é ruim parece não ter fim! O Gostosinho durou quase um mês, a Suene foi quem arrematou o último gole (oh dó!).

A essas alturas estávamos com medo de comprar suco, medo de que todos fossem iguais ao Gostosinho. Não satisfeitos com fim do dito cujo (metáfora), resolvemos cometer outro erro. Um dia no Iceland, vi um refrigerante com uma aparência muito boa, super barato e parecido com a coca-cola, algo que é muito caro por aqui, decidimos comprar. Quando chegamos em casa percebemos que era ela, a fêmea, a esposa, a própria, a Gostosinha. Ela era fraca, sem gosto e só tinha gás, era do tipo de fechar o nariz, prender a respiração e passar para dentro. Bem feito!

Conversamos com alguns amigos que moram há mais tempo por aqui e eles até riram de nós, o que não podia ser diferente. Deram-nos várias dicas de economia e de como escolher melhor nossas coisas na hora das compras, ficamos mais animados. Alguns dias depois dando uma passada no Lidl resolvemos comprar outro tipo de refrigerante, crentes de que tínhamos acertado dessa vez, oh tristeza! O gosto nem precisa comentar, acho que também não preciso falar que gás era o que mais tinha, né? Compramos o Marronzin (MarronMenos) por 55 cents de euro, mas para falar a verdade ele era bem melhor do que os dois últimos.

Ontem saímos da igreja e resolvemos passar no Tesco novamente, queríamos algo para comer, mas ainda não estávamos certos do que compraríamos. Passei pela seção de doces e vi uma torta de caramelo que namorava há um bom tempo, compramos. Ainda no mesmo mercado, não cansados de testes, compramos um refrigerante, nunca nem tínhamos visto, nem bebido. Outra vez a boa aparência encheu nossos olhos.

Pretinha
Assim que chegamos em casa experimentamos as mais novas ‘aquisições’. É, era melhor ter voltado para casa com fome e sem nada. O refrigerante transparente, cheio de gás, de laranja não tinha nada. A torta mais parecia um daqueles doces de leite que eu comprava na ‘vendinha rosa’, perto da minha casa, quando era criança. Conclusão: o refri ficou conhecido como o Delicinha ou Delis Delis e a aparente torta de caramelo como Pretinha.

Acho que ainda não estamos satisfeitos, afinal é errando que se aprende. Vamos ter que errar mais um bocado até acharmos as coisas certas. Vale lembrar que nunca é bom se deixar levar pelas aparências, palavra de quem já passou por poucas e boas!

See you!!!

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