sábado, 30 de julho de 2011

Televisão? Tô fora.

Todo fim de semana é a mesma coisa. Na verdade, o planejamento começa logo no início de toda quinta-feira. Acontece de forma automática, como se fosse um ritual. Sempre planejo fazer milhares de coisas, como se dois dias demorassem como um ano demora para acabar. Chego até a imaginar-me fazendo as coisas que desperdiço horas pensando em fazer. E nem pensem que sou o único por aqui com esse dilema de FIM DE SEMANA TEDIOSO, ainda mais com essa programação ralé que predomina em todos os canais da tv, claro que isso é para quem não dispõe de uma tv por assinatura, mas desculpem-me se ainda não faço parte de tal tecnologia!

Foto: Wesley Bispo
Mas, voltando ao assunto da programação “sem noção” exibida na televisão brasileira todos os finais de semana, vamos combinar, né? É uma porcaria. Mais uma vez volto a pedir desculpas, dessa vez pelo adjetivo, mas foi o mais leve que consegui empregar ali (hahaha). Gente, às vezes, penso que estou sonhando, nesse caso, tendo um profundo pesadelo quando tento entender o que passa na cabeça desse povo para veicular certos conteúdos e invadir nossas casas com tanto lixo. Mas aqui cabe outra questão, será que eles fazem isso porque tem quem assista? Talvez haja telespectadores pelo simples fato de não terem outra opção. Não! Desculpem-me outra vez! Mas até ficar no portão de casa observando o movimento da rua ou até “comentando”, para não dizer fofocando, sobre a vida do vizinho parece ser mais prazeroso (não que eu goste de fofocas, longe de mim!).

Há alguns dias atrás eu assisti um programa, onde os entrevistados debatiam a tal programação “fuleira” exibida aos finais de semana na tv. Eles falaram basicamente o que este singelo blogueiro vos fala neste exato momento, mas, claro, foram mais além. Uma das coisas que mais gostei de escutar daqueles “intelectuais” foi que a tv tem que se organizar mais e aprender a montar a grade de programação, revendo horários e priorizando os programas de acordo com o tema abordado pelos mesmos. Isso é verdade. Às vezes, tenho a impressão de que esqueceram que nesses dois dias da semana a família está praticamente toda em casa e certas coisas causam constrangimento quando se está de frente à tv ao lado, por exemplo, da sua mãe.

Ah, quer saber de uma coisa? Essa história ai está bem longe de ter um final feliz. Pronto falei. Por que? Porque é assim que funciona. Enquanto tudo isso ai tiver gerando dinheiro e garantindo um elevado padrão de vida para seus proprietários, irá continuar, mesmo que aos “trancos e barrancos”. Ai vocês me perguntam: “mas e nós telespectadores, onde ficamos em toda essa história que mais parece de terror?". E eu, meus caros leitores, é claro, respondo: como sempre ficamos, em segundo plano, talvez terceiro ou quem sabe quarto. Para ser mais sincero, ficamos em último plano. Infelizmente! Mas agora deixem-me ir porque falei, falei e não decidi o que fazer neste sabadão, que por sinal está chegando ao fim. FUI!

Blá blá e blá...


Foto: Wesley Bispo
Então, deixa eu começar! Como eu deveria começar esse começo? Ah, já sei. Bem...tá bom, eu confesso: não estou conseguindo. Sabe o que é? o que acontece é que prometi a mim mesmo que durante os cinco dias da semana, talvez sete, eu iria postar um texto aqui, só para treinar um pouco minha escrita e observar como anda minha capacidade de imaginação, afinal construí esse blog para esse fim. Na verdade, só fiz porque fui obrigado pela minha antiga coordenadora da universidade, “obrigado”, isso mesmo. Entre aspas. Éramos avaliados por meio de matérias que produzíamos (oh matéria chata aquela!).

Quando comecei o tão sonhado nível superior pensava que a universidade era obrigada a me ensinar tudo o que um dia eu fosse precisar no tão temido mercado de trabalho. Isso está certo, né mesmo? Claro que não! Minha opinião mudou, agora eu penso que quem pensa assim está provando para si mesmo que é incapaz de conseguir qualquer coisa sozinho. Ah, não sei! Essa forma egoísta de pensar passa uma imagem de alguém acomodado, que espera que os outros façam por ele o que ele próprio deveria fazer. É algo assim. Bom, isso é o que eu penso. É, sei que ficou meio confusa essa minha “tentativa” de explicação, mas não digam que não tentei!

Creio eu que uma das minhas maiores dificuldades em escrever é que na hora de transmitir tudo para o papel não consigo organizar as minhas ideias e meus pensamentos, é muita coisa para minha cabecinha. Mas, enfim, tenho que driblar essa mistura de pensamentos e aprender a priorizar o que de fato é relevante e merece ser escrito e, posteriormente, lido por vocês. Olha ai eu falando como se já tivesse um monte de seguidores e leitores assíduos de todas minhas “baboseiras”, nem sei se é assim que se escreve essa palavra. Ah, lembrei! É a primeira vez que a escrevo.

Perceberam como eu sou? Lá no início deste post eu tentava começar o começo de um texto, mas logo vieram outras ideias que acabei fugindo do assunto e não terminei de começá-lo. Como disse lá encima, eu preciso exercitar minha escrita porque agora é disso que vou viver, pelo menos eu acho, porque é assim que deve ser segundo a regra para os ex-universitários. É isso mesmo, agora sou formado, graduado ou como vocês queiram chamar. Sou jornalista e tenho diploma para exercer a profissão, viu? Não sou desses que andam por ai sem a permissão e ficam inventando historinhas de que não é preciso. Acho que muitos apóiam essa palhaçada só para não ficarem “feios na fita” e não serem impedidos de trabalhar por não ter o tal diploma, mas essa é outra história. Olha a hora, não acredito! Perdi esse tempo todo aqui e ainda não comecei a escrever meu texto. Aff! Me deixem começar! Ah, já sei sobre o que vou escrever. Vamos começar? Então, o que eu queria dizer desde o início é que...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A verdadeira língua dos sinais

Foto: google imagens
Por Wesley Bispo

A língua portuguesa parece
que nunca mais será a mesma devido às suas constantes mudanças nos últimos tempos. Desde a metade do século XVIII, quando o Brasil começou a ser definido como um país falante do português, o idioma brasileiro parace não parar de sofrer alterações e receber influências. Nesse caso, pode-se citar o tupi como uma das influências mais significativas no vocabulário, mas não é dessas modificações que estou falando e sim das que são criadas por nossos próprios jovens. São linguagens envolvendo abreviações e sinais para estabelecer um contato que, muitas vezes, só eles entendem.

Um estudo realizado em 2008 por um professor universitário na Austrália revelou que os jovens possuem facilidade em abreviaçoes de mensagens, mas parecem não ter a mesma facilidade na hora da leitura das mesmas. De acordo com a pesquisa, metade dos 55 estudantes consultados demorou duas vezes mais para ler do que para escrever. A linguagem simplificada virou "moda" entre os usuários de redes sociais como o orkut, twitter, facebook, msn e também do celular.

A professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e também  autora do livro Leitura e Escrita de Adolescentes na Internet e na Escola, Maria Teresa de Assunção Freitas, conta que são dois os principais motivos que sugerem a abreviação de palavras na web: facilidade ao escrever e  tempo curto. Segundo ela, a economia de dinheiro também pode estar ligada a esses dois fatores. "No celular, há o agravante do teclado, que é menor, e do preço, que é maior”, explica.

O uso de códigos na comunicação só prejudica a compreensão quando uma pessoa não é acostumada a usar esse tipo de linguagem. E, acredite, embora essa nova forma de escrever não obedeça á regra culta, não é considerada um erro ortográfico, desde que não seja usada em ocasiões que requerem o uso adequado da língua.

Se a adesão a esse novo tipo de comunicação continuar, a língua que falamos poderá sofrer modificações no futuro. Atualmente, além dos jovens, é comum ouvirmos adultos trocarem, por exemplo, o "copiar" e "colar" por "control+c" e "control+v" no dia-a-dia. “Quando falada, a língua é uma coisa viva, dinâmica, se transforma sempre”, diz Maria Teresa.

O lado bom de toda essa história é que essa "brincadeira" tem incentivado os jovens a  lerem e escreverem mais, o que ajuda muito no desenvolvimento de cada um no que se refere à busca por conhecimento. “Isso aproxima o adolescente da literatura. Existem sites em que eles escrevem poesia, até de modo coletivo, e outros onde podem baixar e-books”, finaliza.