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| Foto: Wesley Bispo |
Imagine você com sua família, amigos e ‘agregados’. Imagine festas, comemorações e todo tipo de confraternizações que costumam fazer juntos. Pense também naquele dia que você passou poucas e boas com uma dessas pessoas, nos sufocos que custaram respirações mais ofegantes, enfim, tente pensar em todos aqueles momentos que foram bons e ruins, mas que você nunca se arrependeu de tê-los vivido. Agora, abra os olhos! Viva a realidade! Veja que você não terá mais essas pessoas ou não viverá mais esses momentos, pelo menos pelos próximos anos. Ficou mais difícil, não é verdade?
Há seis anos atrás, aproximadamente, decidi que assim que terminasse a universidade, iria estudar no exterior. Ainda não estava certo do que iria estudar, mas seguro de que sairia do Brasil. Quando estava cursando o 2º semestre do curso de jornalismo em Brasília, conheci a Suene Cristina, que veio de outra universidade diretamente para a sala em que eu estudava. Tornamos-nos amigos. Já no 6º semestre contei a ela meus planos de sair do país e, para minha surpresa, a Suene decidiu fazer o mesmo.
Viajamos de Brasília a São Paulo e logo para a Inglaterra, onde pegaríamos o voo que nos levaria até a Irlanda. O primeiro susto foi quando chegamos em Londres, muito frio. Português também não era mais necessário. Perdemos o voo para a capital irlandesa, mas tivemos sorte porque conseguimos um encaixe para duas horas depois. Chegamos em Dublin dia 10 de janeiro de 2012, data que, sem dúvida alguma, ficará guardada em nossas memórias. Não conseguimos pegar as bagagens por conta do nosso atraso, por ter perdido o voo que partiu de Londres. Preenchemos um formulário e fomos informados de que só receberíamos nossas malas no período da noite, saímos tristes.
Saindo do aeroporto resolvemos ligar para a família no Brasil, pagamos 10 euros por um cartão telefônico em um caixa eletrônico e não soubemos usá-lo. Resultado: até hoje temos o bendito cartão. Tomamos um táxi e pedimos para o motorista nos levar até o endereço onde ficaríamos. Rodamos, rodamos e rodamos e o motorista, que era super comunicativo e simpático, não conseguia localizar o prédio. Muito prestativo, ele telefonou e conseguiu falar com o Jimmy Castro, que nos esperou no aeroporto e, não encontrando, acabou voltando para casa. Conhecemos a casa onde supostamente ficaríamos, decidimos ficar. Devidamente hospedados e guiados pelo Jimmy, fomos conhecer alguns pontos que, segundo ele, passaríamos a freqüentar muito.
Na noite anterior havíamos feito uma lista de tudo que precisaríamos no nosso ‘apê’ e no dia seguinte fomos às compras. No supermercado não conseguíamos achar nada, as embalagens eram diferentes, o que para nós antes era encontrado em pacotes de plástico, agora vinha em pacotes de papel e o que costumávamos comprar em caixinhas, agora era em garrafa, como o leite por exemplo. Depois de muito tempo procurando o sal, fomos para o caixa. Passamos todos os produtos, pagamos e ficamos esperando pelas sacolas para embalar as coisas. A moça do caixa ficou olhando para a nossa cara e nós para a dela. Foi então que perguntei onde estavam as sacolas, ela me respondeu em tom irônico de que tinha que se pagar por elas e que custavam 24 cents de euros, foi então que olhei ao nosso redor e percebi que as pessoas enfiavam seus produtos em suas bolsas e mochilas depois de pagos, ficamos sem graça. Na verdade esse não foi o único ‘mico’ que pagamos, houve outros. Tem o da Suene quebrando a sandália numa das ruas mais movimentadas daqui. Ela também deixou que uma maçã escapasse da sacola e descesse ladeira abaixo e o povo olhando, entre outros, mas esses são assuntos para um outro post. Dublin chegamos.

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